segunda-feira, 03/08/2020
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Airton Pavilhão foi o melhor negócio da história do Grêmio

Antes de existir o debate se Airton Ferreira da Silva mais conhecido como Airton Pavillhão está entre os maiores zagueiros da história do clube, podemos afirmar que o jogador foi o melhor negócio da história do tricolor.

O ex-zagueiro era o destaque da equipe do Força e Luz, extinto clube de Porto Alegre do bairro Teresópolis. Antes de se tornar ídolo para os gremistas, o jogador atuou no Rajados entre 1949 e 1954. As boas atuações do atleta natural da capital Gaúcha chamaram a atenção da diretoria tricolor, que concluíram a negociação de Airton de forma bem inusitada: 50 mil cruzeiros e mais um pavilhão de arquibancadas, que serviria para o Força e Luz utilizar em seu estádio.

Por essa “pechincha” o Grêmio contratava um dos seus maiores ídolos. Airton Pavilhão era um zagueiro moderno para a sua época. O jogador tinha uma técnica apurada, que jogava com a cabeça erguida e jamais usava o recurso das faltas violentas. Em 1960, foi apontado pela imprensa nacional como substituto perfeito para o campeão mundial Bellini. E de certa forma, isso aconteceu. Airton foi convocado para defender a seleção enquanto jogava pelo Grêmio em diversas oportunidades. Conquistou o título do pan-americano de 1956 e vice-campeonato do pan-americano de 1960, e na Copa do Mundo de 62, foi o único jogador fora do Eixo Rio-São Paulo a estar na lista inicial de 41 convocados.

Em um confronto contra o Santos no fim da década de 50, o zagueiro enfim ganhou fama nacional. Mas não foi por sofrer para marcar Pelé, ou por ter parado o melhor jogador da história de forma agressiva. Airton Pavilhão ficou conhecido em todo Brasil por fazer aquilo que Edson Arantes do Nascimento mais fazia. O jogador aplicou um chapéu no eterno Rei do Futebol.

As suas brilhantes atuações somadas ao drible em Pelé fez com que chovessem ofertas milionárias para o jogador deixar o Grêmio e ir atuar no centro do país. Pois então, Airton resolveu deixar o Tricolor depois de defender a camisa gremista por 6 anos, o destino do jogador seria o Santos.

Entretanto, se Airton chegou ao Grêmio por um negócio incomum, sua passagem no Santos de Pelé também seria bem diferente do habitual. O ex-zagueiro gremista defendeu a equipe paulista somente por duas partidas. Corajoso na zaga, porém com muito medo de andar de avião. O temor por viajar nas alturas fez com que o jogador voltasse ao tricolor.

Em sua segunda passagem pelo Grêmio, Airton Pavilhão defendeu o clube entre 1961 a 1967. E aos 33 anos, dessa vez de forma definitiva, o zagueiro deixaria o clube para atuar no Cruzeiro-RS. Ao todo, o jogador defendeu as cores do tricolor por 601 partidas, e foi campeão gaúcho por intermináveis 11 vezes.

Airton Pavilhão é o 2° jogador que mais defendeu a camisa gremista, perdendo somente para Tarciso. O jogador também é um dos maiores vencedores da história do clube com 11 títulos. Para muitos Airton está na seleta lista dos maiores zagueiros da história do Grêmio, mas o que se pode afirmar, é que o zagueiro foi o melhor negócio da história tricolor.

 

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