quinta-feira, 24/06/2021
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Baú do Bairrista: A salvação nos pés de Andrezinho

Em 2009, o Inter vivia na crista de uma recente leva de títulos. Libertadores, Mundial, Recopa e Sul-Americana espaçados em três anos fizeram do Inter um dos melhores clubes do Brasil. Sem a vaga na Copa Libertadores – ainda não garantida pela Sul-Americana -, o colorado focou no Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil.

O resultado do Brasileirão está entalado na garganta do torcedor vermelho até os dias de hoje. Por apenas dois pontos, o Inter amargou na segunda colocação, atrás apenas do Flamengo. Porém, na Copa do Brasil o clube gaúcho não sucumbiria aos cariocas.

O contexto

A campanha da Copa começou incerta. O Inter perdeu na primeira fase para o União Rondonópolis por um a zero e precisava vencer no Beira-Rio. Em um jogo de absoluta pressão dos donos da casa, os gols vieram com Índio e Alecsandro, ambos de rebote. O Inter era claramente superior, mas a dificuldade de definição fazia do time instável.

Na segunda fase o adversário foi o Guarani. Jogando no Brinco de Ouro, o colorado não bobeou e venceu por 2 a 1, dois gols de Taison. Se havia alguma dúvida, o Inter foi categórico. Implacável, o clube acertou o resultado imponente de 5 a 0. Índio abriu o placar logo aos 7’ e, poucos minutos depois, D’Alessandro aplicou um dos melhores la boba de sua carreira antes de assistir Alecsandro no segundo gol. Taison ainda marcou mais um no confronto, que teve o placar concluído por Alecsandro, novamente, e Bolívar.

Inter marcou 5 contra o Guarani e teve o melhor ataque da temporada.

Nas oitavas-de-final, o adversário foi o Náutico e o colorado começou novamente com o pé direito. Fora de casa, o Inter venceu com gols de Nilmar, Taison e Marcelo Cordeiro. No Beira-Rio, bastava segurar o resultado, mas este pensamento não é típico do vermelho gaúcho. Não, o Inter precisava vencer novamente e assim fez. Com menos de dois minutos de partida, Taison abriu o placar com um golaço. Aos 7’, D’Alessandro fechou o placar com outra pintura de falta. Tudo encaminhado e o colorado estava de malas prontas para as quartas-de-final.

Eis que entra um dos confrontos mais árduos daquele ano. De um lado o Inter de Índio, Magrão, Guiñazu, D ‘Alessandro, Taison e NIlmar. Do outro, o Flamengo de Léo Moura, Kléberson, Juan e Obina. Em pleno Maracanã, os donos da casa começaram melhor. Ronaldo Angelim cabeceou e a bola explodiu no travessão. Mas o Inter não estava acuado. No rebote, Nilmar percorreu o campo à galope e parou na defesa flamenguista. A pressão dos cariocas seguia enquanto o Inter acumulava chances pontuais, como uma cobrança de falta a longa distância de D’Alessandro.

COPA DO BRASIL 2009 – FUTEBOL – ESPORTES – CORINTHIANS X INTERNACIONAL – Equipe do Internacional durante partida válida pelo jogo de ida da fase final da Copa do Brasil 2009 – Estádio Pacaembu – São paulo – SP – Brasil – 17/06/2009 – Foto:Fernando Pilatos/Gazeta Press

O Flamengo acertou novamente a trave, desta vez com Juan. Não só o poste era o salvador; Lauro acumulava boas defesas. O primeiro tempo se encerrou nervoso, com o Inter no ataque em um jogo dominado pelos cariocas.

O segundo tempo esfriou e foi somente aos 23’ que Kleberson chutou rente à trave direita da meta de Lauro. Andrezinho entrou no lugar de D’Alessandro e, aos 41’, – em um presságio do que aconteceria no jogo de volta – cobrou uma falta colocada, forçando grande defesa do goleiro Bruno. Andrezinho foi novamente protagonista ao acertar a trave já nos acréscimos. No rebote, Alecsandro chutou prensado e Bruno executou o que passou a ser considerada a melhor defesa da Copa do Brasil. O Flamengo se salvava de uma sequência de ataques fulminantes liderados por Andrezinho.

O grande momento de Andrezinho

Andrezinho nunca conseguiu firmar-se titular ao longo de uma temporada completa. Com rivais de posição como D’Alessandro, Alex e até mesmo Taison, o meia foi considerado o décimo-segundo colorado ao longo de sua passagem de quatro anos pelo Beira-Rio. No dia 20 de maio de 2009, Andrezinho estava há pouco mais de um ano no clube gaúcho. No dia 20 de maio de 2009, Andrezinho cravava pela primeira vez sua bandeira na história do Internacional.

O jogo de volta prometia ser tenso. Empate não servia para o Inter e se tomasse gol, teria que vencer a todo custo. O Beira-Rio lotou em uma gelada noite de maio para apoiar o clube e quem começou atacando foi o Flamengo. O primeiro ataque do Inter foi apenas aos 29’, mas os nervos seguiam à flor da pele. Na marca de quarenta minutos, quem estava melhor era o Flamengo, preocupando até mesmo o mais fiel colorado.

Mas não importa, vence quem coloca a bola no fundo da rede. Em uma conexão rápida, Nilmar interceptou passe de Juan e disparou para a área adversária. O atacante cruzou na medida para que Taison abrisse o placar poucos minutos antes do apito final. O Inter seguia para o intervalo com a vantagem no placar.

Colorado ficou na frente do placar por conta da velocidade da dupla Taison e Nilmar.

O placar fez dos donos da casa mais confiantes e o time apostava cada vez mais na velocidade da dupla Nilmar e Taison. O Inter até seguia atacando, mas, assim como a noite em Porto Alegre, o jogo esfriou. Emerson Sheik entrou no lugar de Zé Roberto e a estratégia de Cuca deu certo. O atacante deixou tudo igual na capital gaúcha e causou o pânico na equipe de Tite. O Inter precisava vencer.

O time foi para cima. Tite colocou no jogo Alecsandro no lugar de Danilo Silva e, aos 40’, depositou o restante da confiança colorada em Andrezinho, que entrou no lugar do volante Sandro. Três minutos. Andrezinho demorou três minutos entre se levantar do banco de reservas e ingressar na história do colorado das glórias.

Aos 43 minutos e 50 segundos, o meia iniciou a corrida em direção à bola. Aos 43 minutos e 52 segundos, o pé de Andrezinho bateu na bola. Aos 43 minutos e 53 segundos a bola acertou a gaveta e o Internacional estava classificado para a semifinal.

Um golaço. Uma pintura. Um gol para entrar nos livros de história. Saindo do banco de reserva, Andrezinho levou menos de cinco minutos para dar a classificação com um gol heroico. Nos anos seguintes, o meia seguiria sendo importante, sagrando-se, inclusive, campeão da Libertadores da América.

O restante

O restante da competição é um tanto quanto amargo para os colorados. A bem da verdade, as semifinais contaram com uma virada extraordinária em pleno Beira-Rio contra o Coritiba. Depois dos paranaenses começarem vencendo, Taison, Alecsandro e Andrezinho maracaram para fazer do jogo um belíssimo 3 a 1. O Coritiba bem que venceu no Couto Pereira, mas o um a zero não foi suficiente.

Antes do título, o Inter tinha ainda a presença do Corinthians de Ronaldo. Jorge Henrique abriu o placar no Pacaembu em um jogo pautado por reclamações da arbitragem por parte do colorado. Ronaldo ampliou com um belo gol que o Inter afirmou ser irregular.

Em Porto Alegre, novamente Jorge Henrique marcou – enquanto Índio estava sendo atendido na beira do gramado -, seguido por André Santos. O Inter empatou com dois de Alecsandro, mas o placar não foi o suficiente. No infame confronto do DVD, o colorado ficou com a segunda colocação.

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