domingo, 07/06/2020
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Especial Bundesliga: 7 gremistas que tiveram passagem pela Alemanha

A Bundesliga – Campeonato Alemão – retorna neste sábado e O Bairrista apresentará ao longo da semana uma série de matérias temáticas, intituladas Especial Bundesliga. Nesta matéria, comentaremos sobre a passagem de 7 gremistas em terras alemãs.

Zé Roberto – Bayer Leverkusen, Bayern, Hamburgo

Zé Roberto chegou ao Grêmio já como um jogador experiente. Além de uma grande carreira pela Seleção Brasileira, veio de uma passagem de mais de uma década pelo futebol alemão em três clubes diferentes. 

A primeira foi no Bayer Leverkusen, onde levou o clube até a final da Liga dos Campeões, em 2002. Não jogou a decisão, onde o Real Madrid venceu por 2 a 1. Em 4 anos de Bayer, jogou 150 partidas, até ser vendido para o Bayern de Munique.

Seu período no clube bávaro foi o mais vitorioso de sua carreira. Em seus anos de Bayern, venceu 4 ligas e 5 copas. Com 246 partidas pelo clube, era uma das peças fundamentais de cada conquista. Nos dois clubes contou com a parceria de Lúcio, que também atuou junto com Zé Roberto na Seleção Brasileira. 

Vale ressaltar que, durante o seu período no Bayern, Zé Roberto tinha uma grande vontade de voltar a atuar no futebol brasileiro. Mesmo com o carinho da torcida em Munique, teve um breve período onde foi emprestado ao Santos durante a sua passagem pelo clube alemão.

Do Bayern, Zé Roberto foi para o Hamburgo, onde jogou por duas temporadas. De lá, teve uma breve passagem pelo futebol árabe até chegar ao tricolor com 38 anos. 

Zé Roberto em seu período pelo Bayern

Grafite – Wolfsburg

A passagem de Grafite pelo Grêmio foi nada marcante. Poucos jogos e apenas 5 gols. Não podemos dizer o mesmo de sua passagem pelo Wolfsburg, onde é um dos, senão o maior ídolo da história do clube. 

 O centroavante foi a peça principal da maior taça do Wolfsburg, o título da temporada 2008-09 da Bundesliga, até então nunca conquistada pelos Lobos. Além disso, foi o artilheiro da competição na temporada, com 28 gols.

Na caminhada rumo ao título, uma goleada de 5 a 1 diante do Bayern de Munique, que ficaria com o vice-campeonato. Grafite fez 2 gols nessa partida. Em um deles, uma jogada antológica que foi eleita pelos próprios torcedores do Wolfsburg como o gol mais bonito da história do clube.

Grafite saiu em 2011 do Wolfsburg, indo para o futebol árabe. Ao todo, foram 76 gols em 131 jogos pelos Lobos.

 

Douglas Costa – Bayern

Cria da base gremista, Douglas Costa foi vendido ao Shakhtar Donetsk em 2010. Seu destaque no clube ucraniano em competições nacionais e internacionais fez despertar um interesse do Bayern de Munique, na época treinado por Pep Guardiola. 

Chegou na Alemanha em 2015. Teve um início promissor, sendo bastante elogiado por Guardiola, torcedores, e pela mídia alemã. Jogou 43 partidas e marcou 7 gols em sua primeira temporada. Seu período na Alemanha também o projetou para a Seleção Brasileira, sendo frequentemente convocado.

Porém, com a chegada de Carlo Ancelocci no lugar de Guardiola, Douglas Costa acabou perdendo espaço. Além disso, sofreu com algumas lesões durante sua segunda temporada no Bayern. Sem chegar a um acordo, foi para Juventus em 2017.

Douglas Costa em sua passagem pelo Bayern

Marcelinho Paraíba – Hertha Berlin, Wolfsburg

Chamado de “Interminável”, é só olhar para a carreira de Marcelinho Paraíba para saber que o jogador faz juz ao apelido. Aos 44 anos, o meia só foi se aposentar em 2020, após passar por inúmeros clubes. 

Mas o auge de Marcelinho foi vivido mesmo em 2001. Jogando pelo Grêmio no início do ano, foi peça fundamental na conquista do Gauchão e da Copa do Brasil, vencendo o Corinthians em pleno Morumbi. Após as conquistas, foi vendido ao Hertha Berlin, onde teve a passagem mais marcante de sua carreira.

Exatamente 1 mês e 4 dias após o gol do título tricolor no Morumbi, Marcelinho marcou no Carl-Benz-Stadion um dos gols da vitória de 4 a 1 do Hertha Berlin sobre o Schalke 04, conquistando a Copa da Liga Alemã de 2001, encerrando um ciclo de 12 anos desde o último título do clube da capital. Sem contar títulos de divisões inferiores, o jejum era maior ainda. O Hertha não vencia um título de divisão principal desde a conquista da Bundesliga, em 1931. 

Mesmo com um belíssimo cartão de visitas, Marcelinho não parou por aí. No ano seguinte conquistou novamente a Copa da Liga Alemã, seguindo um roteiro muito parecido. Novamente vencendo por 4 a 1 o Schalke 04 na final, mas dessa vez marcando dois gols. 

Ao todo, foram 179 jogos e 70 gols. Marcelinho Paraíba é um dos maiores ídolos do Hertha. Jogou até 2006 no clube, quando teve alguns desentendimentos com a diretoria. 

Mas a trajetória do interminável no futebol alemão não terminou ali, apenas deu uma pausa. Marcelinho jogou por um ano no futebol turco até ir jogar no Wolfsburg, onde ficou apenas uma temporada, onde fez 13 gols em 53 partidas. 

Para se ter ideia da idolatria de Marcelinho Paraíba, em 2017 o jogador fez um “jogo de despedida”, onde levou 25 mil pessoas ao Estádio Olímpico de Berlim, mesmo 10 anos após sua passagem pelo clube. 

Wallace – Hamburgo, Hannover 96 

Wallace é um dos grandes nomes da retomada de protagonismo do Grêmio, resultado do título da Copa do Brasil de 2016. Com sua venda ao Hamburgo, muito se esperava de sua passagem pelo futebol alemão. Porém, acabou decepcionando.

O volante foi vendido ao Hamburgo por 10 milhões de Euros e havia muita expectativa do sucesso do jogador no novo clube. Mas tudo acabou dando errado e o Hamburgo foi rebaixado pela primeira vez em sua história. No meio do caminho, o volante (que também jogou como zagueiro) foi afastado pelo treinador por indisciplina e chegou a treinar com a equipe Sub-21. No final da temporada, foi vendido ao Hannover 96.

Expectativa de um recomeço, que acabou não dando muito certo, pois o Hannover foi rebaixado para a segunda divisão. Após a temporada, o jogador foi vendido para a Udinese, onde está neste momento. Ao todo, fez 58 partidas pelo futebol alemão.

Logo após conquista a Copa do Brasil pelo Grêmio, Wallace foi vendido ao Hamburgo

Lucas Barrios – Borussia Dortmund

Alguns anos de ser peça da conquista da américa em 2017, Lucas Barrios vestiu a camisa do Borussia Dortmund, onde venceu duas ligas e uma Copa da Alemanha. 

Ao todo, fez 49 gols em 101 jogos, sendo importante no momento de retomada de protagonismo do clube de Dortmund. Durante o seu período no clube, o jogador terminou seu processo de naturalização paraguaia, país no qual disputou a Copa do Mundo em 2010. Barrios deixou o Borussia Dortmund em 2012 e seguiu para o futebol chinês. 

Lucas Barrios comemorando um de seus gols pelo Borussia Dortmund

Geromel – Colônia

Mesmo com passagens pelas categorias de base de Portuguesa e Palmeiras, Pedro Geromel só foi jogar profissionalmente no Brasil em 2014, ao assinar com o Grêmio. Antes de virar ídolo no tricolor, teve uma carreira extensa, passando por Portugal, Espanha, e, é claro, Alemanha. 

Em 2008, Geromel acabara de ser considerado o melhor zagueiro do Campeonato Português, quando jogava pelo Vitória de Guimarães. Seu desempenho fez o Colônia demonstrar interesse, e o clube adquiriu o jogador. Geromel sempre se destacou pelo clube, mesmo ocupando posições mediana no campeonato. Logo no início já foi promovido a capitão. Suas boas partidas na Alemanha fizeram surgir rumores de que Barcelona e Real Madrid contratariam o jogador, mas não passou de especulação.

Mesmo jogando bem, Geromel não conseguiu evitar o rebaixamento do Colônia em 2012. Foi emprestado para o Mallorca, da Espanha, onde jogou por um ano. Voltou ao Colônia, mas logo foi emprestado ao Grêmio, que o comprou em definitivo anos depois. Ao todo, foram 116 partidas e 4 gols na Alemanha.

Antes de ídolo no tricolor, Geromel teve uma longa passagem pelo futebol alemão

 

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