quinta-feira, 26/11/2020
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Especial: Jogadores Vira-Casaca na década de 90

Na primeira parte desta matéria mostramos os 25 jogadores que viraram a casaca no século 21. Agora, chegou a vez dos anos 90, que pode ser considerada a década do troca. Sem mais delongas, vamos à lista:

Nílson

O artilheiro de 88 e protagonista do Gre-Nal do século permaneceu no Inter até 1989. Depois de uma temporada sem sucesso no Celta, da Espanha, voltou ao Rio Grande para defender o tricolor. Um choque para as torcidas. Nilson ainda chegou a vencer um Gauchão pelo Grêmio, mas declarou que seu coração batia mais forte pelo time vermelho.

Maurício

Companheiro de ataque de Nilson, Maurício também foi um dos destaques na semifinal de 1988. Ídolo no Botafogo, acabou retornando ao clube carioca no ano seguinte e veio junto com Nilson para o Grêmio. Juntos, novamente, foram vendidos à Portuguesa em 1993.

Nilson e Maurício comemorando um dos gols do Gre-Nal do Século.

Norberto

O volante antes de ser adepto do futebol era um pugilista amador. Não à toa que tinha a fama de jogador violento. Engrenou em 1987 e tornou-se titular no Inter. Defendeu o colorado por quatro anos e, após uma breve passagem pelo Coritiba, foi negociado com o Grêmio em 1991. Não conseguiu impedir o rebaixamento e saiu do clube.

Chiquinho

O lateral direito chegou no Inter no péssimo intervalo entre a semifinal da Libertadores de 89 e o quase rebaixamento de 90. Não rendeu e foi negociado com o Grêmio. Se no Beira-Rio escapou do Brasileirão, no Olímpico não teve a mesma sorte. Chiquinho não guarda boas recordações de seus anos no sul.

Cuca

Antes de ficar conhecido como um treinador multicampeão, Cuca foi um dos destaques na primeira Copa do Brasil da história. Atacante, marcou um dos gols da final de 1989. Devido ao seu destaque, foi vendido ao Real Valladolid. Voltou em 1991, desta vez para o Internacional e conquistou o Campeonato Gaúcho. Chegou a ser convocado para a Seleção Brasileira e retornou ao Grêmio no ano seguinte.

Capa da Revista Placar de 1991, com a legenda “Depois dos vexames dados em 1990, o Inter se reforça, mas sempre cuidando de ferir o Grêmio.”

Lima

Depois de se destacar no Grêmio entre 1986 e 1988, o tricampeão gaúcho Lima foi vendido ao Benfica. Foi um jogador mediano em Portugal e saiu da península ibérica junto com Cuca para fazerem dupla de ataque no Internacional. Assim como o companheiro, retornou ao tricolor em 92.

Jandir

Formado nas categorias de base do Inter, o volante Jandir Bugs chamou a atenção do Fluminense com apenas 20 anos na disputa da Copinha. Profissionalizou-se no Rio de Janeiro e, segundo os dados do próprio clube, foi titular em 319 das 320 partidas disputadas. Chegou ao nível nacional e acabou saindo do Flu em 1988 para integrar o Grêmio. Foi campeão da Copa do Brasil e transferiu-se para o Internacional em 1993. 

Luís Carlos Winck

Ao longo da década de 80, Luís Carlos Winck foi o dono da lateral-direita do colorado. Depois de bater na trave duas vezes, levantou a taça do Brasileirão com o Vasco. Era cotado para a Copa de 90, mas uma grave lesão o tirou da disputa na Itália. Alternou entre Inter e Vasco até que, em 1993, foi para o Grêmio. Ganhou um título gaúcho com o tricolor e novamente saiu do estado. Ainda retornou ao Inter em 94 para faturar seu último Gauchão.

Luis Carlos Winck foi para o Grêmio em 1993.

Branco

O lateral da Seleção estreou nos profissionais pelo Inter em 1980 e, sem espaço, acabou indo ao Fluminense, onde foi ídolo. Passou por Itália e Portugal, até que fez dupla com Winck no Grêmio em 1993. Retornou ao Fluminense, foi campeão da Copa do Mundo de 94 e voltou ao Inter em 1995. Não teve boa passagem, marcada por muitas expulsões.

Devido à rápida passagem do lateral pelo Olímpico, este é um dos únicos registros de Branco no Grêmio.

Ademir Maria

Bicampeão brasileiro com o Inter, Ademir Maria foi um eterno reserva na dupla. Em 75 e 76 ficou à sombra de Manga. Voltou ao clube em 87, ocasião em que foi suplente de Taffarel. Foi titular por um breve período em 91, na sua terceira passagem pelo clube, mas foi substituído após a contratação de Gato Fernández. Em 1993, foi para o Grêmio e amargou na reserva de Emerson Ferreti e Eduardo Heuser.

Jairo Lenzi

Um dos destaques do Criciúma na conquista da Copa do Brasil em 1991, Jairo Lenzi chegou ao Grêmio no meio de 92. Não rendeu e foi cedido ao Internacional, onde novamente não repetiu as boas atuações. Após uma passagem de um ano pelo Rio Grande, retornou ao Criciúma.

Caio Júnior

Revelado pelo Grêmio, o atacante ficou no clube até 1987, sendo artilheiro do título gaúcho de 1985. Foi vendido ao Vitória de Guimarães e passou sete temporadas em Portugal. Retornou ao Brasil para defender o Inter em mais uma conquista do Campeonato Gaúcho em 1994. Tornou-se técnico e é idolatrado em muitos clubes.

Adílson Batista

Poucos sabem que antes de ser capitão da conquista tricolor de 1995, Adílson Batista foi jogador do Inter. O zagueiro teve uma passagem apagada pelo Beira-Rio em 1993 e logo foi negociado com o Atlético Mineiro. Chamou a atenção do Grêmio dois anos depois, tornando-se titular na campanha da Libertadores.

Adilson Batista, de braços cruzados no canto direito, ao lado de seu companheiro de zaga, Argel Fucks. Preparação para partida contra o Corinthians no Pacaembu. Foto: Acervo/Gazeta Press

Alexandre Xoxó

Outro campeão da América pelo tricolor foi Alexandre Xoxó. Assim como Adílson Batista, o meia havia feito parte do elenco colorado no ano anterior. Sem destaque, o jogador chamou atenção mesmo só anos depois, quando posou para a revista G Magazine.

Zé Alcino

Um dos maiores campeões da história do Grêmio, Zé Alcino coleciona os troféus de Recopa, Brasileirão, Campeonato Gaúcho, Copa do Brasil e Copa Sul, além do feito de marcar três vezes no Flamengo em pleno Maracanã. Entretanto, antes de ser um multicampeão tricolor, Zé Alcino atuou com a camisa do Inter por empréstimo em 1995.

Arílson

O meia Arílson foi escolhido por Felipão junto com os também futuros craques Roger, Carlos Miguel e Emerson para ingressar nos profissionais do Grêmio. Após uma excelente performance na campanha da Libertadores de 95, foi vendido ao futebol alemão. Após desavenças com o capitão da equipe, voltou ao Brasil para atuar no Internacional. Ficou no colorado duas temporadas e conquistou a terceira colocação no Campeonato Brasileiro e o título gaúcho. Entre boas partidas e polêmicas, como a rixa com Zagallo na Seleção, Arílson foi para consagrado elenco do Palmeiras, novamente sendo treinado por Felipão. Voltou ao Grêmio em 1999, mas decepcionou e perdeu espaço com a chegada da ISL. Ainda teve uma terceira e última passagem pelo tricolor em 2004, mas o brilho do seu futebol não estava mais lá.

Sempre polêmico, Arilson trocou de lado menos de um ano após sair do tricolor.

Mauro Galvão

O último dos tricampeões, Mauro Galvão é um dos maiores vitoriosos do futebol brasileiro. Com apenas 17 anos foi titular na equipe vencedora de Ênio Andrade em 1979 e ficou no Inter até 1986. Fez parte da Sele-Inter de 84 e foi para a Copa do México em 86. Tornou-se ídolo no Botafogo e no Lugano, da Suíça, até que já experiente, com 35 anos, foi multicampeão no Grêmio. Aceitou um novo desafio com 37 anos, transferindo-se para o Vasco – onde conquistou uma Libertadores – e retornou para o tricolor do sul para vencer mais uma Copa do Brasil com 40 anos.

Mauro Galvão é um dos raros exemplos idolatrados tanto no Inter quanto no Grêmio.

Marcelo Mabília

Revelado pelo Grêmio no começo dos anos 90, Marcelo Mabília rodou por diversos clubes até parar no Internacional em 1997. Fez parte da campanha do Inter em que Fabiano e Christian eram destaque no setor ofensivo. Teve anos regulares no clube e foi negociado com o Juventude, onde foi campeão da Copa do Brasil em 1999.

João Antonio

O volante foi revelado no Grêmio e conquistou o hexacampeonato gaúcho entre 1985 e 1990. Ficou cinco anos em equipes paranaenses e retornou ao tricolor a pedido de Felipão. O técnico fez bem, já que João Antonio marcou um dos gols do título da Copa do Brasil em pleno Maracanã lotado. Mesmo com os recentes títulos – foi também campeão do Brasileirão e do estadual -, o volante não renovou. Em 1998, o Inter decidiu apostar no atleta já veterano. Não deu certo.

Washington

Muitos anos antes de tornar-se um dos maiores artilheiros da história do Campeonato Brasileiro, Washington Coração Valente fez estada em Porto Alegre. O centroavante foi destaque no Caxias, clube onde ainda jovem foi diagnosticado com diabetes. O Internacional mostrou interesse no jogador e negociou um empréstimo. Não teve muitas chances e foi emprestado ao Grêmio. Sofreu com lesões e participou de apenas uma partida pelo tricolor.

Washington atuou pouco pelo Inter e menos ainda pelo Grêmio. Foto: Pioneiro.

Almir

O atacante surgiu no Grêmio como um reserva imediato de Valdo ainda em 1988, mas destacou-se e foi vendido ao Santos. No peixe, elevou seu futebol ao nível da Seleção Brasileira e foi convocado para a disputa da Copa América de 1993. Passou por clubes do Japão, São Paulo, Rio de Janeiro e inclusive reencontrou seu ex-técnico Felipão no Palmeiras em 1998. Foi negociado com o Inter no ano seguinte e amargou na reserva por um bom tempo, até assumir a titularidade no segundo semestre. Marcou gol nos dois grenais da Seletiva da Copa Libertadores e eliminou seu ex-clube.

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