quarta-feira, 23/09/2020
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Onde estão: os defensores do manto em 2017, o ano ingrato

2017 foi um ano infame para o Internacional, mas também foram dias de recomeço. Uma nova gestão, novos reforços e – por que não? – uma nova competição. Após sofrer o inédito rebaixamento, o colorado passou por um processo de reestruturação que contou com a dispensa de jogadores e a chegada de outros, além de uma nova comissão técnica.

De lá para cá, muita coisa mudou. O Inter voltou à elite do futebol brasileiro, conquistando boas campanhas no Brasileirão, na Copa do Brasil e na Libertadores. Mas fica a pergunta: onde estão aqueles jogadores que anos atrás defenderam o manto vermelho e branco?

Danilo Fernandes

O defensor da meta colorada segue no Beira-Rio. Autor de brilhantes defesas, Danilo Fernandes acabou perdendo a posição após uma fratura no ombro esquerdo que os tirou dos gramados ao longo da temporada de 2018. Marcelo Lomba, seu então reserva, assumiu a titularidade e segue assim até hoje.

Cláudio Winck

A eterna promessa para a lateral e sobrinho do ídolo Luís Carlos Winck nunca despontou. Depois de alguns anos frustrados, Winck renasceu em 2017, mas não se firmou. Passou pelo Sport e, em 2019, foi contratado pelo Vasco da Gama, aonde joga atualmente.

Cria da base, Claudio Winck teve inúmeras chances com o colorado mas nunca se firmou.

Victor Cuesta

2017 foi o ano da chegada de Victor Cuesta e, se houve algum acerto naquele ano, foi a contratação do argentino. Titular absoluto desde seu primeiro minuto no Beira-Rio, Cuesta segue sendo um xerife na zaga colorada.

Léo Ortiz

Depois de Victor Cuesta, foi quem mais atuou naquela temporada na zaga, mas perdeu espaço para outros atletas. À época com 21 anos, Léo Ortiz foi emprestado para o Sport ao final da temporada e, em 2018, para o Red Bull Bragantino. O zagueiro gaúcho impressionou o clube e foi adquirido pelos paulistas, além de tornar-se capitão na campanha campeã do Bragantino em 2019.

Danilo Silva

Danilo Silva voltou ao Beira-Rio para a temporada de 2017 e não conseguiu entregar o desejado. Participou de 19 partidas naquele ano e acabou sendo vendido em 2018 para o Los Angeles FC. O zagueiro segue em solo americano até hoje.

Klaus

O zagueiro chegou para a disputa da Série B por empréstimo mas logo impressionou o comandante colorado Guto Ferreira. Fez dupla com Victor Cuesta em boa parte da Série B e foi comprado pelo Inter. Nas temporadas seguintes, entretanto, perdeu espaço e foi vendido na pré-temporada de 2020 ao Ceará, tendo assim seu reencontro com Guto Ferreira.

Ernando

Ernando teve uma longa trajetória no Inter. Ao longo de três temporadas foi titular quase que incontestável, tendo como companheiros de zaga Paulão e Alan Costa. Em 2017, perdeu espaço para Klaus, Léo Ortiz e Danilo Silva, tendo sido negociado com o Sport assim que a temporada se concluiu. Em 2019, foi contratado pelo Bahia, clube que ainda defende.

Ernando foi titular do clube por três temporadas, mas sofreu com lesões e perdeu a titularidade com Zago.

Uendel

O lateral-esquerdo foi uma das contratações de peso da diretoria para a disputa da Série B. Assumindo a vaga de titular após a queda de Géferson, Uendel foi estável ao longo da temporada, mas nas seguintes perdeu espaço Iago, prata da casa. Depois da venda do jovem, Uendel disputou a vaga com Zeca e agora é reserva imediato de Moisés na ala do colorado.

Rodrigo Dourado

Uma das lideranças do colorado, Dourado segue no time, mas não nos melhores termos. O volante sofreu uma lesão no meio da temporada de 2019 e está sem jogar desde então. Seu retorno deve acontecer assim que a bola voltar a rolar.

Edenílson

Para muitos, a melhor contratação daquele ano. Edenílson chegou com um título mundial no currículo e passagem pela Itália. Não demorou muito para conseguir a condição de titular absoluto e segue assim quatro anos depois.

Charles

O volante da base começou bem o ano com ótimas performances no Campeonato Gaúcho e seguiu tendo chances ao longo do ano, mas perdeu espaço, sendo emprestado ao Sport na temporada de 2019. Chales teve 50% de seus direitos vendidos ao Ceará após uma temporada recheada de elogios na segunda divisão com o clube de Recife.

Felipe Gutiérrez

O chileno chegou no clube com a expectativa de ser um novo Aránguiz. Jogador de área a área e vindo por empréstimo do Real Bétis – além de uma longa passagem pelo holandês Twente – se esperava muito de Gutiérrez, mas o chileno pouco entregou. Saiu do colorado para o Sporting KC, da liga americama e é lá que segue jogando.

Felipe Gutiérrez chegou com grife a Porto Alegre, mas mostrou pouco futebol, tendo marcado apenas um gol.

Camilo

O cabeludo chegou para a Série B com um passado excelente. Sensação na Chapecoense e no Botafogo, Camilo não conseguiu se firmar no Inter e, apesar de participar de diversas partidas em 2017 e 2018, o meia retornou à Chape em 2019 e está atualmente no Mirassol.

D’Alessandro

Em 2016, D’Alessandro não fez parte do elenco colorado. Emprestado ao River e com incertezas se teria futuro no Inter, o jogador retornou no pior momento do Clube do Povo, onde segue até hoje, com 39 anos e sem planos de parar.

Eduardo Sasha

Outra promessa colorada que não atingiu o sucesso no clube. Sasha sempre teve altas expectativas a seu respeito, mas não se firmou e foi trocado com o Santos por Zeca. Despontou no Peixe sob o comando de Sampaoli.

Nico López

Herói para alguns, vilão para outros. A verdade é que Nico foi um dos grandes destaques da temporada do Inter, marcando 17 gols. Porém, a instabilidade de Nico foi fundamental para cimentar sua saída do clube no final de 2019. No Tigres, Nico está decepcionando os mexicanos e mostrando aos colorados que o valor milionário de sua venda foi um bom negócio.

William Pottker

Pottker chegou embalado em fevereiro de 2017 e não demorou muito para assumir a titularidade. Enquanto Nico foi destaque tendo 9 gols na Série B, Pottker teve 10, conquistando a artilharia do clube. O jogador sofreu com diversas lesões e perdeu sua condição de titular. Em 2020, Pottker retornou de lesão e está à disposição de Coudet.

Carlos

Apesar de ser titular em mais de 30 jogos na temporada de 2017, muitos não lembram de Carlos. O atacante veio por empréstimo do Atlético Mineiro e ficou em Porto Alegre apenas um ano. Depois de retornar ao Galo, o jogador foi emprestado ao Paraná. Em 2019, Carlos transferiu-se para o Rio Ave e ficou lá até ser vendido para o Santa Clara, também de Portugal, onde é titular.

Roberson

Roberson chegou no colorado a pedido de Antonio Carlos Zago e o treinador fez bastante uso de seu atleta. Porém, o meia-atacante não cumpriu as expectativas e, sem espaço, foi emprestado para o Jeju United. Roberson voltou a encontrar Zago no Red Bull Brasil (posteriormente, Red Bull Bragantino), jogando no clube em 2018 e 2019. No início desta temporada, foi contratado pelo Cruzeiro para a disputa da Série B. 

Atacante foi pedido pessoal de Zago e seguiu com o treinador em São Paulo.

Leandro Damião

O retorno de Leandro Damião ao Beira-Rio só foi acontecer em julho de 2017, mas o centroavante com certeza deixou sua marca nesse período. Damião chegou como ídolo, afinal, o início da década teve o bigode como uma de suas marcas. Em 17 jogos, marcou 8 gols e o Inter decidiu renovar o vínculo de empréstimo do jogador. No Beira-Rio ficou até o final de 2018, quando recebeu uma proposta irrecusável do futebol japonês. Faz parte da equipe do Kawasaki Frontale desde então.

Antônio Carlos Zago

O ex-zagueiro ficou apenas até maio no colorado e, depois de uma derrota para o Paysandu, foi demitido. Terminou 2017 no Fortaleza, conquistando o vice da Série C e a classificação para a segunda divisão. Retornou ainda ao Juventude, até ser contratado pelo Red Bull Brasil. No clube paulista, teve destaque ao se classificar com a melhor campanha do estadual e seguiu no comando da franquia após a fusão do Red Bull Brasil com o Bragantino. Sagrou-se campeão da Série B em 2019 e hoje treina o Kashima Antlers, do Japão.

Guto Ferreira

Guto Ferreira ficou pouco mais de 5 meses no Inter e não deixou saudades com a sua demissão. Retornou ao Bahia e à Chapecoense sem sucesso e apenas em 2019, quando assumiu o Sport, que atingiu certa estabilidade. Ficou no clube o ano inteiro, transferindo-se para o Ceará no início de 2020.

Odair Hellmann

De interino à quase campeão, Odair teve uma longa trajetória desde 2017. Após a recusa de Abel Braga em dezembro daquele ano, Odair foi efetivado para a temporada de 2018. Conseguiu reconstruir o plantel colorado, levando o time à terceira colocação e à Libertadores. Em 2019 não foi diferente: quartas de final da Libertadores, vice no Gauchão e um vice dolorido na Copa do Brasil. Depois da derrota na final da competição, Odair perdeu a confiança do torcedor e emplacou uma série de resultados ruins que resultaram na sua demissão. Em dezembro, foi anunciado como novo técnico do Fluminense.

Odair assumiu como interino após a queda de Guto Ferreira, mas seus bons resultados fizeram com que fosse promovido. Foto: Vinícius Costa/Futura Press

Mesmo tendo acontecido apenas quatro temporadas atrás, muita coisa mudou. Como afirmado no início, muitos jogadores chegaram e muitos partiram. O comando colorado também passou por poucas e boas, mesmo com a longa passagem de Odair. O que dizer das ambições? O Inter passou de rebaixado a candidato a todos os títulos que disputa. Alguns cantam que a camisa pesa. Até pode ser, mas o peso da camisa não teria relevância se não houvesse um planejamento minucioso e uma execução, no mínimo, razoável ao longo destes anos.

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