sexta-feira, 03/07/2020
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Onde estão os jogadores do Grêmio de 2007?

Em 2007, o Grêmio chegou longe. O time conquistou o Campeonato Gaúcho, ficou com a sexta colocação no Brasileirão e sucumbiu perante o Boca Juniors na grande final da LIbertadores. O vice-campeonato da América marcou o ano do tricolor, que apesar de ter tido um excelente campanha – passando por São Paulo e Santos -, perdeu por um agregado de 5 gols a zero dos argentinos.

Aquele time marcou uma época, com ídolos gremistas como Tcheco e Sandro Goiano e jovens promessas como Lucas Leiva, Carlos Eduardo e Diego Souza. Passados 13 anos, onde estão estes jogadores que fazem parte de um grande período da história tricolor?

Sebastián Saja

O goleirão argentino chegou ao clube com status de ídolo após passagens por Rayo Vallecano, Bréscia, Córdoba e América. Ficou o ano inteiro de 2007, tornou-se o primeiro goleiro do tricolor a marcar um gol e, após um imbróglio na negociação entre o Grêmio e o San Lorenzo, transferiu-se para o AEK Atenas. Passou ainda por Racing (onde fez história), Gimnástic e Zaragoza, até que se aposentou em 2017. No mesmo ano, foi contratado pelo Guarani, do Paraguai, como treinador para a disputa da Libertadores de 2018.

Galatto

Um dos protagonistas da Batalha dos Aflitos, perdeu espaço no tricolor e, após a Libertadores, foi vendido ao Atlético Paranaense. Oscilou no clube e acabou emprestado ao Litex Lovech, da Bulgária. Transferiu-se para o Málaga e, no natal de 2010, Manuel Pellegrini, técnico do time, dispensou Galatto. O goleiro passou um ano sem jogar, até ser contratado pelo Xamax, da Suíça, onde jogou apenas uma partida. Passou ainda por Itumbiara, América de Natal, CRB, Cricíuma e Juventude, onde encerrou a carreira em 2015. Em 2018, Galatto se candidatou ao cargo de deputado federal, pelo PPS, mas não conseguiu a eleição.

William

O xerife chamou atenção do tricolor após um boa passagem pelo Ipatinga e foi contratado em 2006. Após a ida de Mano Menezes ao Corinthians, o treinador recomendou a contratação do zagueiro, que foi titular nos anos de 2008 e 2009. No ano seguinte, aposentou-se do futebol apenas para retornar em 2011 como gerente de futebol do clube paulista. Depois de um desentendimento com a direção do Corinthians, William se demitiu. Ainda passou por Bahia e Santos como gerente de futebol, até que desistiu do cargo para ser consultor financeiro de atletas.

Na foto, Teco na grande final, antes de se lesionar.

Teco

O jovem zagueiro chamou atenção no cenário nacional assim como William com a boa campanha do Ipatinga de Ney Franco e foi contratado pelo Cruzeiro. O Grêmio conseguiu Teco por empréstimo e em pouco tempo o zagueiro roubou a vaga do argentino Schiavi. Se destacou a ponto de ter uma transferência acertada com o Hoffenheim, da Alemanha, para depois da disputa da Libertadores. Na final, Teco sofreu uma grave lesão, fazendo com que os alemães recuassem. O atleta voltou ao Cruzeiro, passou por Botafogo, Atlético Goianiense, Brasiliense, Concórdia e retornou ao futebol gaúcho. No sul, integrou as equipes do São Paulo de Rio Grande, Brasil de Pelotas e São José, onde se aposentou.

Schiavi

O argentino chegou ao Olímpico com o intuito de ser o comandante da zaga, mas perdeu espaço para a dupla William e Teco. Após a Libertadores – e a lesão de Teco – Schiavi voltou a ser titular. Em meados de 2017, o zagueiro voltou para a argentina, onde tornou-se um pilar no time do Newell’s Old Boys. Foi contratado em 2009 pelo Estudiantes para a disputa da fase final da Libertadores, conquistada pelo clube argentino com atuações decisivas de Schiavi. Retornou ao Boca Juniors antes de se aposentar no Shanghai Shenhua, da China.

Patrício

Depois do vice com o Grêmio, Patrício foi anunciado pela Portuguesa no mesmo ano. Apesar do rebaixamento, foi líder de assistências. No ano seguinte, foi titular e capitão do Bahia, antes de ir para o Caxias, onde encerrou sua carreira. Patrício ainda treinou o 15 de Novembro antes de se tornar treinador na Escolinha Futebol do Centro Esportivo Ovidio Müller.

Lúcio

De saída do Grêmio, Lúcio foi à Alemanha jogar no Hertha Berlin apenas para ser emprestado ao Grêmio novamente em 2009. O tricolor comprou o lateral e o manteve até 2011, quando transferiu-se para o Náutico. Passou por Fortaleza, Santa Cruz, Salgueiro, Vernópolis, Taboão da Serra, Operário de Dourados, Batel e, em 2020, aos 40 anos de idade, assinou com o Tupynambás.

Diego Gavillán

O volante da dupla Gre-Nal ficou no tricolor até o final de 2007, tendo perdido espaço após a contratação de Bustos (um quarto estrangeiro), entre outros fatores. O paraguaio participou do elenco do Flamengo e da Portuguesa no ano seguinte, antes de passar por Independiente, Olimpia, Juan Aurich e Independiente de Campo Grande. Após sua aposentadoria, rodou o Paraguai como técnico até que, em 2018, treinou o Pelotas.

Sandro Goiano

Outro remanescente da Batalha dos Aflitos, Sandro Goiano permaneceu no Grêmio até o final daquele ano, quando se transferiu para o Sport. Em Recife, o volante conquistou a Copa do Brasil de 2008 e teve sua passagem marcada por um episódio curioso: no dia 20 de julho, Sandro sofreu um traumatismo craniano após bater a cabeça e ter convulsões; dois dias após o incidente, o volante já queria voltar a campo, sendo impedido pelo departamento médico do clube. Ainda passou por Paysandu, onde se aposentou em 2011. Sandro Goiano retornou ao Sport como coordenador técnico em 2013

Lucas Leiva

Com apenas 20 anos, Lucas Leiva já era o queridinho da torcida e rendera 10 milhões de euros aos cofres tricolores. Reforço do Liverpool, o volante ficou na Inglaterra dez anos, sendo um dos principais jogadores do elenco dos Reds. Acumulou 24 atuaações com a Seleção Brasileira principal e uma medalha de bronze nas Olimpíadas de Pequim. Em 2017, transferiu-se para a Lazio, onde está até hoje.

Edmílson

O experiente volante manteve-se no Grêmio até o final da Libertadores, tendo passado naquele ano ainda por Criciúma e Caxias. Entre 2008 e 2010, Edmílson rodou por 15 de Novembro, Concórdia, Linense e Veranópolis, onde encerrou sua carreira.

Adílson

O jovem volante foi de cara comparado com Lucas Leiva e manteve-se reserva do tricolor ao longo de boa parte de seus quatro anos no clube. Adílson era a quarta opção de Mano Menezes e seguiu tendo menos chances que seus companheiros com Vagner Mancini e Celso Roth. Em 2012, o volante transferiu-se para o Terek Grozny e manteve-se na Rússia até 2017, ano em que retornou ao Brasil, desta vez defendendo o Atlético Mineiro. Em 12 de julho de 2019, anunciou sua aposentadoria após o diagnóstico de uma cardiomiopatia hipertrófica, condição que causa insuficiência cardíaca.

Ídolo e capitão Tcheco.

Tcheco

O camisa 10 e símbolo daquele ano saiu do Grêmio para encher os bolsos mais uma vez no Al-Ittihad em sua quarta passagem pelo clube árabe. Voltou ao tricolor em 2008 e permaneceu até o final de 2009, quando transferiu-se para o Corinthians. Em 2011, Tcheco retornou ao Coritiba, clube em que pendurou as chuteiras um ano depois. O ex-meia manteve-se no Coxa, sendo auxiliar e técnico em algumas ocasiões.

Diego Souza

Outro grande símbolo da campanha de 2007, Diego Souza rodou – e muito. Depois do vice, o atleta teve seu passe comprado pela empresa Traffic e transferiu-se ao Palmeiras, chegando a ser convocado por Dunga para a Seleção Brasileira. Após desentendimentos com a torcida, o atacante foi afastado e mudou de time. Defendeu o Atlético Mineiro em uma passagem oscilante até que chegou ao Vasco, onde foi campeão da Copa do Brasil e destaque, chegando novamente à Seleção, desta vez com Mano Menezes no comando. Foi vendido ao Al-Ittihad, mas logo rescindiu seu contrato alegando falta de pagamento, transferindo-se, assim, para o Cruzeiro. Teve uma passagem apagada e foi vendido ao Mettalist, da Ucrânia. Foi emprestado ao Sport, agradando os torcedores na sua passagem. Ficou 2015 no Fluminense até que retornou ao Sport em 2016 sob o status de ídolo do Leão. Passou ainda por São Paulo e Botafogo até chegar no início de 2020 ao Grêmio, depois de 13 anos.

Diego Souza em sua primeira passagem. Em 2020, o jogador retornou ao tricolor.

Carlos Eduardo

Após a disputa da Libertadores, o meia atacante encheu os cofres gremistas com a sua venda por 8 milhões de euros ao Hoffenheim. Ficou na Alemanha até 2010, quando se transferiu para o russo Rubin Kazan. Carlos Eduardo chegou a fazer parte da lista de pré-selecionados para a Copa do Mundo de 2010. Na Rússia, teve um bom começo, mas ficou afastado dos gramados por dois anos após grave lesão no joelho. Teve uma passagem ruim por empréstimo no Flamengo, sendo vaiado pela torcida. Passou por Atlético Mineiro, Vitória, Paraná e Coritiba, sempre com problemas de lesão e baixo rendimento. Atualmente encontra-se sem clube, aos 32 anos.

Tuta

O experiente atacante consegue superar Diego Souza quando a comparação é entre camisas defendidas. Atuando desde 1994, Tuta, já estava com seus 33 anos em 2007 quando participou da campanha tricolor. No ano seguinte, passou a temporada no Figueirense antes de se transferir para o São Caetano. Passou por Náutico, Resende, Brasiliense, União Barbarense, Inter de Santa Maria, Juventus, Barra da Tijuca, Flamengo do Piauí, Francisco Beltrão e, por fim, se aposentou em 2016, com 42 anos, defendendo o Clube Atlético Taboão da Serra.

Amoroso

Outro experiente atacante, Amoroso acumulava no currículo passagens por Udinese, Milan, Borussia Dortmund e partidas decisivas com o São Paulo na campanha de 2005. O jogador chegou ao Grêmio depois de rescindir seu contrato com o Corinthians e não ficou muito no tricolor. Passou a temporada de 2008 no Aris Salônica, da Grécia, até que voltou para o Guarani, seu clube formador, para então encerrar sua carreira. Participou ainda de campeonatos de showbol com o clube de Campinas e também foi convidado pela Bandeirantes para comentar a Copa das Confederações de 2013. Em 2016, fez parte do elenco do Boca Raton, das divisões inferiores dos Estados Unidos.

Aloísio

Apelidado depois de Boi Bandido, Aloísio saiu do Grêmio em 2009 rumo ao Caxias. Ganhou destaque apenas quando transferiu-se para o Figueirense, na temporada de 2011. Em 2013, chamou atenção do São Paulo, clube em que assumiu a titularidade e conquistou uma identificação digna de protagonismo. Foi artilheiro e principal responsável por salvar a equipe do rebaixamento em 2013. Desde então, Aloísio acumula cifras milionárias na China, tendo passado por Shandong Luneng, Hebei Fortune e o Guangzhou Evergrande.

Éverton Costa

De todos os jogadores destacados até então, nenhum chega aos pés de Everton Costa no quesito de imprevisibilidade. O atacante nada menos fez do que morrer e ressuscitar. Em 2014, jogando pelo Vasco, Everton teve uma arritmia por complicações de ter desenvolvido Doença de Chagas. Com isso, o atacante encerrou sua carreira aos 28 anos. Resgatando o passado do jogador, Everton Costa saiu do Grêmio para jogar pelo Paulista e pelo Fredrikstad, da Noruega, até que retornou ao Caxias. Transferiu-se para o Internacional, onde foi campeão da Libertadores e consequentemente emprestado ao Bahia. Retornou ao Caxias até ser vendido ao Coritiba, com quem foi vice da Copa do Brasil. Foi emprestado ao Santos, mas teve passagem apagada e mudou-se para o Vasco, onde teve sua carreira encerrada prematuramente.

Aquele elenco de 2007 ficará pra sempre marcado como o time do quase ou, pior, como o time que perdeu para o Boca, mas, naquele momento, o Grêmio iniciava uma reconstrução. Além de Lucas Leiva, jogadores como Willian Magrão, Jonas, Marcelo Grohe estavam começando suas carreiras no tricolor e ainda trariam muitas glórias à equipe. No ano seguinte ainda surgiriam Léo, Rafael Carioca, Douglas Costa e chegariam ao clube reforços como Victor, Réver, Souza e Perea.

Passados dez anos e o Grêmio conseguiu sua conquista. Eliminando novamente brasileiros ao longo do caminho e enfrentando um argentino na final, o tricolor conseguiu o feito de ser tricampeão da América em 2017. O Grêmio estava no topo novamente e marcava na história do clube um novo panteão de ídolos. Quem sabe a experiência naquela final de 2007 não tenha sido vital para que o tricolor chegasse ao feito?

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